Alberto Carneiro, Um campo depois da colheita para deleite estético do nosso corpo

O Conselho de Administração da Fundação Caixa Geral de Depósitos – Culturgest convida para a inauguração da exposição de Alberto Carneiro, Um campo depois da colheita para deleite estético do nosso corpo, na Culturgest Porto, sábado, 22 de julho, às 17h.

Exposição de 23 de julho a 1 de outubro de 2017
Curadoria: Delfim Sardo

Alberto Carneiro (Coronado, 1938 – Porto, 2017) realizou três instalações que foram determinantes para o seu percurso e para toda a arte portuguesa posterior – O Canavial: memória-metamorfose de um corpo ausente, de 1968, Uma floresta para os teus sonhos, de 1970, e Um campo depois da colheita para deleite estético do nosso corpo, de 1973-1976.
As três obras compõem situações telúricas nas quais a presença do campo, recriado no espaço expositivo pela rigorosa e cuidadosa organização de elementos do ciclo da natureza, produzem para o espectador máquinas de viajar no tempo e no espaço.
A última destas peças, muito mais difícil de produzir porque inteiramente dependente do ciclo da Natureza, não é vista desde 1991. Para esta apresentação no Porto foi necessário reservar um campo que, em outubro, foi semeado de centeio.
Trata-se de uma oportunidade rara de fruir a envolvência e a poética de Um campo depois da colheita para deleite estético do nosso corpo, numa circunstância em que é possível ver, na exposição Simultânea, na Culturgest em Lisboa, as outras duas instalações de referência do artista.
Durante a exposição será produzido um catálogo com documentação sobre as três instalações.

De quarta-feira a domingo, das 12h30 às 19h30
Informações: 22 209 81 16 | www.culturgest.pt
Galeria do Edifício da CGD, Avenida do Aliados 104, Porto

 

Fotografia
Campo antes da colheita, Montalegre, 27 de junho de 2017
© Mário Valente