"Percursos" de Miguel Moreira e Silva

O Ecomuseu de Barroso tem o prazer de anunciar a abertura da exposição "Percursos" do artista plástico Miguel Moreira e Silva, dia 19 de junho, no Espaço Padre Fontes, em Montalegre. 

 

Miguel Moreira e Silva nasceu em 1967 em Alenquer, vive e desenvolve o seu trabalho em Bragança. Licenciado em Animação e Produção Artística dedica-se à atividade artística desde 1992.

Tem obras na Plataforma de Arte e Criação, no Projeto Casa das Artes e no Museu Ibérico da Máscara e do Traje, na mesma cidade. Desde cedo se movimentou entre a pintura e a escultura, explorando, ao longo do seu percurso, uma grande diversidade de materiais e técnicas, como a gravura e, mais recentemente, a assemblage. Nas telas, o contraste cromático domina a representação da figura humana que tanto reflete distintas tipologias de propaganda totalitarista, como invoca um religiosismo de pendor quase maneirista, que ora existe enquanto tal, ora é descontextualizado, desconstruído e recriado esteticamente.

A assemblage constitui uma técnica recorrente na prática artística de Miguel Silva que lhe permite explorar o ecletismo, a contradição e o conflito dos elementos que a incorporam traduzindo uma atitude livre de categorizações – espaço predileto de criação do artista. Aqui, as suas obras constituem-se como narrativas pessoais, memórias, diários visuais onde a plasticidade dos objetos e a carga simbólica das formas evidenciam o valor lexical do registo escolhido.

As máscaras intersectaram o seu percurso artístico já na década de 90, derivando de um imaginário fantástico, que é explicitamente manifesto em toda a sua obra. É com a sua reinterpretação da cultura transmontana e rituais pagãos ancestrais que as suas máscaras mais se singularizam, fundindo influências várias desde a estética maori, à japonesa Hannya. A esta abordagem renovadora não é alheio o trabalho de recriação de algumas máscaras tradicionais efetuado a pedido do Museu Ibérico da Máscara e do Traje, em Bragança, no qual se encontram expostas.